quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Campinas vive caos político


Prefeito de Campinas é cassado. Vice-prefeito é afastado e desafastado. Presidente da câmara quase assume. Juiz manda voltar uma casa, outro ameaça voltar duas, há um terceiro que ameaça ele assumir, para acabar logo com essa frescura toda. Procuradoria do município quer cassar esse juiz, acusando-o de incompatibilidade com o cargo.
do emissário local
As eleições municipais estão marcadas para apenas daqui um ano, mas o clima anda quente desde já. E não se trata apenas das disputas nos bastidores, com os arranjos entre Petê – Partido dos Ex-Trabalhadores Enriquecidos – e PMBD (que nós não conseguimos achar um nome simpático para o referido acrônimo, ao menos não para esta edição), os desarranjos do PSBD – Partido dos Socialites Brasileiros Desiludidos (com a qualidade dos brioches?, com a falta de baias para pretos e pobres nos aeroportos (como defendeu um certo sr. presidente de uma certa ONG de Transparência na política numa edição do Jornal da Cultura de janeiro de 2011)?) – e a fundação do PdK, o Partido do Kaxab, mas que poderia muito bem ser chamado de Partido do Kardecismo, tamanho número de almas penadas que assinaram a lista para a fundação do mesmo – ainda que há quem veja nisso uma reação ao PRBê, o Partido da República dos Bispos Evangélicos, que tem como principal base acabar com o atual demi-laicismo da República Bananeira do Brasil, e torná-lo de vez uma república teocrática.

O clima vem esquentando é na justiça, mesmo. Primeiro com a justiça divina que, inconformado com as comemorações báquicas – e não angelicais – do prefeito, quer dizer, ex-prefeito de Teresópolis, RJ, Roberto Ovo, no início deste mês, resolveu destituí-lo do cargo dois dias depois de assumir – pior que junto ele foi destituído do cargo de pessoa. Conforme a equipe d'O Hebdomadário conseguiu apurar de fonte de alta confiabilidade, mas que preferiu não ser identificada, o Senhor se sentiu ultrajado por não ter sido posto no devido lugar nas comemorações – logo Ele, responsável por todo o desarranjo climático-natural que deu origem ao forrobodó político que resultou na posse de Roberto Ovo, morto antes de quebrar a casca e desabrochar num lindo pinto. “Em política é sempre bom saber com quem se está mexendo”, comentou nossa fonte.

Em Campinas, SP, a justiça foi um pouco mais terrena, menos drástica e mais hesitante – pouco faltou para que um dos integrantes da equipe d'O Hebdomadário fosse ungido, por meia hora, prefeito da cidade, a assumir na manhã seguinte.

Tudo começou com a cassação do ex-prefeito dr. Hidrogênio de Oliveira, o Santo. Com três processo de cassação abertos, no que ele chamou de processo de caçação, em uma sessão da câmara de vereadores que durou 44 horas, ele foi cassado por não saber o que fazia sua mulher. Conforme o vereador Biléo Soterras (PSBD), que em bom português admitiu: “é inadmissível que sejamos governados por um corno!”. A base da acusação que cassou o ex-prefeito foi a declaração do dr. Hidrogênio, em que ele dizia não saber que sua mulher Roseli Assim, a Santa, estava envolvida com gente de má fama. Ele mesmo chegou a declarar, em uma entrevista que depois ele declarou ter sido infeliz, se sentir “um corno político”, tanto por conta das acusações que pairavam contra seu alto secretariado, como pelas atividades de sua mulher. Com isso, a alegação da defesa, de que ele não havia cometido aqueles atos ilícitos a ele imputado em um dos processos acabou perdendo a eficácia.

A seção de cassação foi acompanhada por cerca de 500 pessoas fixas do lado de fora, mais uma população itinerante, que chegou a totalizar 2000 almas democráticas. Das 500 fixas, boa parte era de integrantes dos partidos vermelhos, como PSTI - Partido dos Super-Trabalhadores Indignados - e o P-Lua, que seguravam seus tradicionais cartazes, inspirados nos panelazos argentinos: “que se vão todos, e que fiquem os cargos todos para nós”.

O placar da votação foi de 32 a 1, e surpreendeu a muitos. Apenas o comunista Sérgio Bonança foi um dos 23 vereadores da ex-base do prefeito coerente com os últimos sete anos. Ele deu dois motivos para sua posição: “não penso em disputar nada eleição que vem, e o dr. Hidrogênio me deve uma grana”. Os demais, mais vivos – ou mais ratos, a se escolher –, pularam fora do Titanic, quando viram que o buffet havia acabado. Ao fim da seção, tida por histórica, como prova de amor pela cidade, os habitantes cantaram o hino nacional (apesar de haver um hino do município, o que, dizia a etiqueta do contexto, seria mais apropriado). Houve alguns manifestantes que tentaram dar uma cor mais local à comemoração, entoando os hinos da Macaca e do Bugre – os únicos hinos locais conhecidos –, mas isso resultou em um início de briga de torcidas, e a polícia rapidamente interveio, sem necessidade de nenhuma ação mais brusca – afinal, tudo ali era festa, menos para a torcida do Bugre e para o dr. Hidrogênio, corno assumido e destituído.

Vice quase assume e é afastado e é desafastado e assume, finalmente
Mal foi cassado o então prefeito dr. Hidrogênio, seu vice, Demétrio Viagra (Petê) foi afastado imediatamente, antes de assumir, pela mesma comissão processante, por estar envolvido nas mesmas acusações que o ex-prefeito e sua mulher. Inclusive - menina, deixa eu te contar! -, paira na cidade, é o assunto mais comentado nos locais públicos e janelas da vizinhança, a suspeita de que fora ele quem havia posto os chifres (políticos, que fique claro, porque Campinas é uma cidade civilizada) no dr. Hidrogênio – prova disso seria o pedido de prisão de ambos, Roseli e Viagra, ter sido o mesmo.
Uma vez afastado, Pedro Querubim, presidente da câmara, assumiu a prefeitura. Ou melhor, fez seu discurso como prefeito, porque a posse seria na manhã seguinte. No discurso ele anunciou o novo secretariado, pautado por critérios técnicos: “é como futebol, eu sou o professor, eu sou o técnico, eu digo quem entra quem sai, e no meu governo não vão ter esses ladrões do governo anterior”. Contudo, uma hora depois ele foi destituído do cargo ainda não assumido: uma decisão judicial acolheu o argumento do petista, de que ele não pode ser expropriado do cargo por aquilo que roubou quando não era prefeito: “não é justo! É justo eu ser destituído da vice-prefeitura pelo que eu roubei como vice-prefeito. Como prefeito eu só posso perder o cargo pelo que eu roubei como prefeito”, comentou depois de saber da decisão do juiz. Pouco depois, o ex-quase-futuro-prefeito entrou novamente na justiça, pedindo para ser novamente readmito ao cargo, ao que teve decisão negada. Porém, não obstante, sob o argumento de que “diante de toda instabilidade jurídica que este imbróglio político está criando para a Princesa do Oeste, afastando investimentos e prejudicando o bem estar da população”, o presidente da 9ª vara cível da cidade admitiu que "não vejo outra opção não me sacrificar e assumir a prefeitura da cidade. Pelo bem de todos”. Antes que ele fizesse seu discurso como novo prefeito, Viagra recorreu novamente e ganhou, assumindo, finalmente, na manhã seguinte. No seu discurso de posse, disse não ter tido relações carnais com Roseli nem conhecer dr. Hidrogênio pessoalmente, e prometeu pôr Campinas para cima.

Ex-prefeito recorre contra cassação
Como boa novela de segunda, há um novo capítulo, com promessas de reviravoltas mirabolantes. Um vídeo apresentado pela defesa do prefeito cassado (o primeiro), dr. Hidrogênio de Oliveira, o Santo, mostraria uma suposta armação entre os vereadores da cidade para votar contra o prefeito, coagindo na surdina colegas a votar politicamente.

No vídeo três vereadores da base aparecem conversando em um canto da câmara municipal. Um deles diz: “pois é, acho que o negócio é votar contra”, ao que o segundo responde, “concordo, melhor pular fora do barco”.

Em um primeiro momento a liminar foi negada, mas o juiz responsável irá analisar o mérito do recurso. Especialistas ouvidos pel'O Hebdomadário acreditam que reviravoltas ainda são possíveis, e não descartam o Xitãozinho e Chororó ou até mesmo o prefeito de Paulínia assumir a cidade por apelo popular.



Internacional
Gaddafi anuncia retorno para breve
da redação
O ex-presidente e agora também ex-ditador da Líbia, Muammar al-Gaddafi, através de sua secretária, enfermeira e assessora de imprensa, a dublê de atriz pornô Silvine Saint, informou à redação d'O Hebdomadário que planeja um retorno triunfal para breve.

Conforme Silvine, Gaddafi já tem contrato firmado com Bosio e Alberti e para breve devem anunciar a turnê de retorno da Soda Stereo, lendária banda de rock argentina - autora das melhores músicas dos Paralamas do Sucesso -, em substituição a Gustavo Cerati, há mais de um ano figurando no mundo graças a aparelhos.

Não é a primeira investida de Gaddafi pelo rock argentino. Em 1968, um anos antes de assumir o poder da Líbia, Gaddafi tentou lançar uma banda, a Gaddafi Rey y sus Redonditos de F'Taat. Sem muito sucesso, voltou ao seu país de origem para assumir o poder, menos de seis meses depois do regresso. Em 2005 voltou novamente à bacia cisplatina, agora para interpretar Ricardo Mollo, ex-Sumo e atual Divididos, em um longa metragem sobre o rock argentino dos anos 80 e 90.

Fãs da Soda Stereo protestaram contra a entrada de Gaddafi na banda. Segundo líder do fã-clube oficial: "Cerati no és muerto".
Em sentido horário: Charly García (Sui Generis), Pato (o da esquerda, Banda de Turistas), Ricardo Mollo
(Sumo, Divididos), Muammar al-Gaddafi (Gaddafi y su Redonditos de F'Taat), quatro gerações do rock argentino.




HedboLeaks
Exclusivo: O Hebdomadário descobre porque Collorido insiste tanto no sigilo eterno dos documentos da presidência
da redação
Documentos tropo segreti da presidência surrupiados pelo setor de informação d'O Hebdomadário, O HebdoLeaks, revelam intimidades bombásticas acerca da vida íntima da Casa da Dandi, para além do que havia de branco nas suas animadas festas e rentáveis movimentações. Em dossiê contendo fotos tiradas após uma derrota de Collorido no judô em que ele ficou gravemente contundido nas partes nobres, é claramente perceptível que o ex-residente e atual senador não possui o saco roxo, como outrora havia dito, e sim verde. Disso, conseqüentemente, se descobre que o nobre senador é daltônico severo.

“Essa revelação muda muito a história do Brasil”, comenta o especialista em história do Brasil da Univerdade Federal Qualquer (UFQ), Emir Saber: “ao pedir para que a população usasse verde e amarelo, na verdade ele tinha em mente que o povo usasse azul e vermelho, numa alusão ao Haiti [primeiro país a abolir a escravidão e país mais pobre do continente]. O que isso quer dizer? Na verdade ele estava chamando o povo mais pobre às ruas, para uma revolução sem precedentes na história do Brasil – quiçá mundial. O que ocorreu, contudo, foi um contragolpe da Rede Blogo, que incentivou os jovens da classe média a usarem preto, ocupando as ruas, deixando novamente marginalizados os pobres – então não afetados pelo confisco da poupança ou qualquer medida macroeconômica do governo Collorido. Depois do medo do sapo barbudo transformar o Brasil numa Cuba, a elite temeu que Collorido transformasse o Brasil, já em projeto de Brazil, em um novo Haiti.”

Collorido foi procurado pela equipe d'O Hebdomadário, mas não quis se manifestar. O projeto pelo sigilo eterno segue em tramitação no senado, junto com um novo projeto, que promete prisão perpétua para quem descobrir informações confidenciais acerca de ex-presidentes que estavam em servidores mal-protegidos do governo (ou de qualquer empresa de segurança virtual).

Saiba mais
Doença é rara e causada por micro-organismos
Para o doutor em saúde oftalmológica degenerescente de quinto grau em povos autóctones de regiões semi-áridas do pacífico sul a leste das ilhas de Tonga, professor da Universidade do Estado Importante (UDEI), a doença de Collorido, de ter o saco verde, é uma anomalia rara: “é uma espécie rara de vegetaltíase, versão vegetal da elefantíase, é de origem microbiológica, e não traumática – ainda que, claro, seja extremamente traumática a alguém ter “aquilo” verde".







Cardeno Menas
A Torre de Bebel
lied
por O Ornitorrinco*
especial para O Hebdomadário




Bebel prende e arrebenta.
Fiódor Dostoiévski. Os Irmãos Karamázov, 1879.





Berlim, 1933.
No Zoologischer Garten
um chimpanzé
do Congo Belga
rifado numa feira
enfia o dedo no brioco
e cheira enquanto Adolph
Hitler toca o terror
no Reichstag.

Na Nova Zelândia
o canguru perneta
chupa o dedo na bolseta
e os urubus?
preferem fazer um ninho
bem quentinho
no olho do cu.


Bebel, do alto de suas tranças,
ajeita o bustiê, aperta
o espartilho e capricha no laquê.


Pra que serve
o esôfago das girafas?
é pra provar
que Lamarck estava certo,
pra mastigar alfafa
ou pra dar uma
de Marylin Manson?

Brontossauros
e mamutes nos seus poços
de piche vivem,
hoje, numa farra só
de Viagra guaraná catuaba
amendoim ostra e pó.

O urso do Cana-dá,
o califa de Bag-dá,
os reis do Su-dão
e o clã dos Tokugawa,
Bebel? furava
de um tudo no Japão
desde o tempo da vovó.


Bebel, do alto de sua torre,
borrifa perfume,
faz chapinha nas madeixas,

espirra numa nuvem de pó de arroz
e depila a axila
passando batom na boca e na bochecha.


Fulgêncio Batista
em Havana, os atletas russos
trucidados por Stálin,
a Senhorita Perón
fraquejando na sacada,
os restos mortais
de Getúlio Vargas
em São Borja, Júlio César
depois da facada
e os turistas chineses soterrados
no último terremoto
gastam tubos de vaselina.

Napoleão
trepou mais que chuchu
num cercadinho póstumo
e o cadáver etíope
de Vera Verão
ainda provoca protestos
entre os cristãos
das primeiras catacumbas.


Bebel, do alto de seus peitos fartos,
calça um sapato de salto,
estica a cinta-liga e passa talco na porta do fiofó.


Senadores romanos,
Maria Antonieta,
aquela que se amarrava
num negão
chamado Brioche,
Doutor Hélio, Dona Rosana,
Antônio e Cleópatra
renderam-se
às velhas corjas políticas,
viraram o inferno
do avesso,
e ainda posaram pra foto.


– O tempora o mores!


Puritanos no Parlamento
inglês, o recruta
de cabeça raspada
que funga atrás
do sargento e a gorducha
que atrasa o aluguel
todo mês gemem mais fino
do que a Xuxa,
mas os padres do Vaticano
papam mais anjos
do que Maria
das Graças Meneghel.


Bebel, do alto de seu conto de fadas,
toma gim, fuma charuto, canta e fode. 


Os anões e os passarinhos
da Branca de Neve,
as abelhas
e até os viadinhos do Restart
ou do Back Street
Boys estapeiam a bunda
de lacraias e mocréias.

Borboletas e lambretas,
mexilhões bacalhaus e moreias,
besouros, o David
de Michelangelo,
as mariposa quando chega
o frio, o Arnesto e a praga
de gafanhotos no Egito, magina?


Bebel, Bebel, Bebel, tira o Ford da garagem. Adão e Eva,
apesar do vexame, esconderam no fundo
da mala uma marmita cheia de fruto proibido

Bebel, Bebel, Bebel, camarões em cativeiro?
o Cupido de gesso?
os pinguins de geladeira? as minhocas de jardim?
as baratas do banheiro? Ninguém tá à toa, Bebel.


Berlim, 1989.
No Berliner Mauer
uma picareta abre
um buraco no reboco,
o Congo Belga
já virou uma bagunça
e Mobutu, que não admitia
a dedada de maneira alguma,
foi pro sugestivo
cemitério de Rabat
vencido pelo câncer de próstata.

* O Ornitorrinco. Gênero de monotremos de corpo alongado e cujo focinho se assemelha a um bico de pato. É o pseudônimo secreto de Lineta Waldegi Mendes Nogueira, professora universitária, filha ilegítima de Guilherme de Almeida Filho com Olga Benário Prestes, cuidada pela co-cunhada do Olavo Setúbal, e membra 39 da Academia Campineira de Letras, Artes e Chás. Já foi livro de sociólogo ressentido de esquerda.




Nota da redação: Caderno Menas, mais uma opçã
Esta edição d'O Hebdomadário tem o prazer de oferecer ao seu público mais uma opção para seu final de semana, tão combalido de opções: o caderno Menas, dedicado à literatura, poesia, culinária, viagem, análises, gráficos, fotografias, artes, inéditos desconhecidos, desconhecidos de sucesso, e tudo o mais que os grandes jornais de respeito usam para dar volume às suas edições de domingo, sem ter que procurar algum conteúdo que preste - com a diferença que nós fazer questão de que o Menas tenha sempre conteúdo um pouco acima da média do mercado, o que não dizer muita coisa, é certo (ou é vero, como diria um redator chefe de qualquer caderno de final de semana de respeito).



esta edição com o suporte financeiro sem vergonha e sem qualidade de...


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descubra se este vídeo é do curso de artes, de veterinária ou de sociologia e ganhe inteiramente grátis: uma Caca-Cala, um chaveiro e um boné da UNI8, um ipad e a matrícula no curso da UNI8 que você sempre desejou!




O Hebdomadário. Nº 0004 [versão do Beto]. Todos os esquerdos reservados. Na ausência destes o uso é livre (mas ideológico). [Estamos aceitando sugestões e contribuidores. Críticas podem ser feitas ao nosso 0900]. {ohebdomadario@gmail.comwww.deunohebdomadario.blogspot.com



domingo, 24 de julho de 2011

Marcha por Jesus vira palco de críticas ao STF e da defesa da implementação da fogueira elétrica no país.

do emissário local

Líderes evangélicos transformaram no dia 23 de junho a "Marcha por Jesus e pelo assassinato com requintes de crueldade para os Viados, Sapatões, Maconheiros, Putas, Vagabundos e demais sub-humamos que negam os ensinamentos de Jesus", em São Paulo, em palco para críticas ao Supremo Tribunal Federal e uma exibição de força política – coisa de homem macho, conforme gritava em coro a ala macho da marcha. Foi também o lançamento de um movimento em favor da pena de morte e da fogueira elétrica.

Os alvos principais foram as recentes decisões em que o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e liberou manifestações pela liberação da maconha.

O pastor Salis Malafiai, da “Assembleia de Deus Vitória Contra Cristo”, chegou a recomendar aos fiéis que não votem em políticos que sejam favoráveis à união gay: "O povo evangélico é curral eleitoral", disse, "se governador, prefeito ou presidente for contra a família, não terá nosso voto, nós não votamos em quem estimula a putaria e a degenerescência moral". Para Malafiai, o Supremo "rasgou a Constituição" ao permitir a união civil entre homossexuais: “eles não cumpriram os mandamentos de Deus, quem eles pensam que são? O que eles acham que a Constitução é? Acaso eles pensam que a Constituição pode estar acima da Bíblia, da palavra de Deus?”. O pastor negou que seja homofóbico ou preconceituoso: “porque gay não é gente para eu ter preconceito”.

No Congresso, 71 deputados e três senadores são ligados a igrejas evangélicas.

O apóstolo Stefan Ernandez, líder da “Renascer Contra Cristo” e principal organizador da Marcha, disse que a manifestação não tem caráter político: “a palavra de Deus não é política, é a verdade, ponto”.

Ele também se pronunciou contra as decisões do STF. "Enquanto a maconha não é liberada, é incoerente marchar por aquilo que não é legal: só se deve defender aquilo que as leis permitem", disse Ernandez.

Pastor da Igreja da Viá Láctea Universal do Reinado de Deus, o senador Marcelo Crivale criticou o "ativismo judicial" e mostrou o quanto está preparado para ser um senador da república ao dizer que "não é possível que seis iluminados se julguem capazes de decidir por 200 milhões, passando por cima da palavra de Deus". O STF é composto por 11 ministros. Ele também disse que o arquivamento da cartilha cria-gay foi uma mostra do poder divino sobre a presidenta Gilma, e que “Deus está atrasado ao não ter iluminado ainda o STF”.

O senador Mano Malte afirmou que os evangélicos esperam respeito dos homossexuais: “Eles devem se converter e abandonar o homossexualismo, que é satânico”, e conclusiu: "o verdadeiro Supremo é Deus", sendo ovacionado pela multidão em êxtase.

A marcha atraiu uma multidão de fiéis que seguiu sete trios elétricos e percorreu 4 quilômetros do centro de São Paulo até a zona norte. A manifestação é realizada todo ano na cidade desde 1993.

"Meu Deus é dono do ouro e da prata. Enquanto meu Deus age, ninguém pode impedir", disse a bispa da Renascer Sônia Ernandez, famosa por sonegar milhões e milhões de dólares, no Brasil e no exterior, no alto de um trio elétrico, e dando a dica de investimentos aos fiéis. Ela afirmou que continua amiga do jogador de futebol Kaká, que era o principal garoto-propaganda da igreja até romper com ela em 2010, ao se negar a doar US$ 120 milhões para a novo clube de campo dos bispos da igreja.


Para Bispo, guerra civil é iminente.

“Pegaremos em armas e não tememos uma guerra civil para fazer valer nosso direito. Deus está ao nosso lado”, a frase do senador Marcelo Crivale pode parecer exagerada, mas os ânimos acirrados dos últimos tempos autorizam a imaginar que o outrora tão pacífico servo de Deus e pastor dos homens, nunca disposto a sujar suas mãos, sempre delegando tarefas aos obreiros, contabilistas, laranjas, jagunços e afins, esteja realmente falando sério.

Com a autorização do casamento dos viados pelo STF e a ameaça da cartilha cria-gay - que segundo um assessor da presidência da República, não foi por pressão que ela voltou pro armário, mas porque a presidenta Gilma achou que aquilo era muita "viadagem" -, o Brasil se viu em uma polarização poucas vezes vista desde a Redentora: de um lado os homens de bem: padres, pastores e pessoas religiosas, temente de Deus – cristãos-evangélicos principalmente –, apresentadores de tevê, Gavião Bueno, Hebe Comadre, dirigentes, torcidas e jogadores de futebol, políticos de diversos partidos, grupos neonazistas, psicólogos, pedagogos, juízes do porte do Manoel Maximiliano Tranqueira Filho, pais preocupados com o futuro dos seus filhos e intelectuais preocupados com o futuro da nação; do outro, gays, bichas, viados, sapatonas, travecos, maconheiros, ateus, vagabundos, Toninho Cereser, estilistas (seres sub-humanos, em suma), Organização dos Advogados Brasileiros (representando a elite corrupta do país), uma série de entidades de direitos civis (guarda-chuva para maricas enrustidos), e a Unesco – em nome do imperialismo internacional que a esquerda tanto critica quando lhe convém.

Até mesmo Marina Selva, que praticamente não se manifestou sobre o código Florestal, foi muito ativa  na articulação contra a cartilha cria-gay. Sobre o casamento de viados, que não teve como organizar uma reação, ela foi taxativa: "é uma afronta aos direitos do homem". Ela acredita que o Brasil está sendo desvirtuado por ter uma mulher sem um marido na presidência.

Para o Bispo Marcelo Crivale - que não gosta de ser chamado de bispo porque isso pode fazer os seus eleitores lembrarem que ele não paga impostos por sua condição de religioso - os sub-humanos estão levando o Brasil para um estado tal de degenerescência moral que só mesmo um banho de sangue para redimir o país. Ele, porém, diz estar se esforçando ao máximo para que isso aconteça, mas não vê colaboração do congresso, da sociedade civil ou do STF: “já propus uma emenda constitucional em que [sic] se incluísse na Carta Magna o Novo Testamento, mas recusaram. Isso é uma prova não apenas de intolerância, mas de satanismo”.

As mostras de que a ameaça de guerra e de pegar em armas é realmente séria são os diversos acordos que as pessoas de fé e as pessoas de bens do país têm feito, visando pôr em prática essa Cruzada da Fé.

Parte da comunidade evangélica, entretanto, já se mostra disposta a entrar em guerra santa contra a ditadura gay, caso ela não seja revogada, sem esperar seus aliados em armas.

Um desses aliados é parte dos militares, muito bem representado pelo deputado Jairo Bolsanora, diretor da Associação das Milícias Cariocas, Presidente de Honra dos Milicianos Brasileiros e Presidente da Fundação dos Homens de Bem do Brasil.

O outro aliado é a facção Primos e Companheiros da Capital, PeCC, com quem a Igreja da Via láctea Universal do Reinado de Deus há tempos tem acordos de lava-mãos:


Os responsáveis pelo PeCC preferiram não se manifestar; disseram que, como o ex-ministro Paloffi, não tratam de negócios privados em público.


Saiba mais
Como funciona a cartilha cria-gay:
especial para O Hebdomadário
A cartilha é destinada a crianças ainda em fase de formação moral e aptas a acreditar em mentiras.

Prova de que Os protocolos dos sábios de 
Sião foi inspiração para os gays
Ela é claramente inspirados no livro Os protocolos dos sábios de Sião e tem o intuito de implementar uma ditadura gay, uma ditadura mais cruel do que a ditadura comunista. Para tanto, o movimento gay não tem peias em se utilizar de modernas técnicas de publicidade e de indução subliminar, apelando para sentimentalismos e buscando arrebanhar pessoas entre crianças, desamparados e desesperados de toda espécie.


Na cartilha cria-gay, que corresponde a material escrito quanto audio-visual, explicitamente diz que é permitido ter prazer sem sentir culpa e, pior, é permitido ter prazeres cientificamente desprazerosos - porque imorais -, como se fosse possível ter prazer com isso.

Por trás disso, contudo, o que essas mensagens acarretam é que a ativação das células gays do organismo saudável, que passam a crescer ensandecidamente, tomando conta de todo o seu corpo, corrompendo o caráter da criança (e das pessoas fragilizadas), tornando-a uma homossexual quando chegar à puberdade.




Política
Blairo Knorr recusa convite para assumir Ministério dos Transportes

O senador da Motosserra, Blairo Knorr, do PR do Mato Grosso, decidiu sexta-feira, 08 de julho, recusar o convite da presidenta Gilma para assumir o Ministério dos Transportes no lugar do seu colega de partido e de senado Alfredo Macilento (mas com a conta cheia, que é o que importa). Depois de reunir-se com o seu grupo empresarial em Mato Grosso, o senador avaliou que teria "impedimentos legais" para se tornar ministro porque suas empresas têm contratos escusos com o governo federal. Porém, conforme O Hebdomadário apurou, o senador decidiu decididamente recusar o convite ao ter sido afiançado que seu grande projeto, a retomada das Marias-Fumaça movidas a lenha, seria recusado pela presidenta. Conforme essa mesma fonte, ao saber disso, o senador teria dito “é por isso que o Brasil não vai pra frente: estamos perdendo o trem da história”.



Quotidiano
Rio de Janeiro sofre onda de ataques terroristas

O Rio de Janeiro, quando achou que teria um pouco menos de violência com a implementação das Unidades de Polícia Policiadora nas favelas da cidade – as primeiras forças policiais a ocupar os morros nos últimos 15 anos sem seguir o “Índice de produtividade Sadia” –, se vê novamente sitiado, agora pelo ataque de bueiros-bombas.

O governo do Estado já pediu ajuda da Interpol, e a polícia recomenda à população que evite freqüentar locais vulneráveis a ataques do que o governador Sérgio Álvares qualificou de “facínoras desumanos e sem coração”.

Para o especialista em terrorismo e professor da UFQ – Universidade Federal Qualquer –, Roberto Pope, os bueiros-bomba são a quarta geração de terroristas – deixando de lado desse histórico o cyber-terrorismo:

1ª geração: Terrorismo de Estado. Você sabe quem são os terroristas, mas não sabe de onde vem, muito menos aonde vai parar (as chances de parar em uma vala comum são grandes).


2ª geração: É o que a Grande Imprensa mais gosta, dá mais ibope, e serve para os homens de bem babarem na gravata de tanto esbravejarem. Em geral usam turbantes, mas aceita-se no Brasil que usem bermudas e havaianas e morem nas favelas. Você taxa logo um grupo de terrorismo, desconfia de onde vem, e desconfia aonde vai parar.


3ª geração: É o terrorismo de Estado high-tech-pobre, ou de Estado-pobre-high-tech. Tentativa de golpe mal dada, em suma, mas que dá certo muitas vezes. Você sabe quem são os terroristas, sabe de onde vem, e sabe aonde vai parar.


4ª geração (lançamento mundial!): É o terrorismo low-price-underground. Você sabe quem são os terroristas, mas não sabe de onde vem, pois eles estão em toda parte, e sabe que vai acabar no hospital.





Cultura crítica
O Gogó da Glória

o ó da palavra ó da igreja oval fechada num enclave de turquesa de colinas suaves colo-de-moça verde teatro de azuis rouxiclaros onde ela ergue a igreja seu pagode sem porcelana de tejadilhos num branco alvaiade de janelas sangue-de-boi erguida aqui depois que diogo ou antônio ou outro foi acometido por um troço

Haroldo de Campos Galáxias 01 / 03/ 1969.

bula

... alô, alô. atenção queridos ouvintes da rádio. alô...testando, êi, som. alô.... este é apenas um texto de apresentação. queridos ouvintes da nossa...
Senhorita Mônica Levisnky não chegue tão perto do microfone, por favor. alô... um, dois, testando.
O “Gogó da Glória” é patrocinado por “Seu Abílio”, e pelos cigarros “Broxa?”,”Atire a Primeira Pedra”, “Camel” e “Lênin&Mao”. alô, alô... não estou ouvindo direito, é... tira um pouco do reverbe, ok?
Glória Maria virá, a partir da próxima edição, do fundo das catacumbas de Alexandria, da boca dos ataúdes, do Egito Antigo, perfumada e cheia de gaze, direto do túnel do tempo. alô... agora já tá quase bom.
O Gogó da Glória percorrerá as páginas musicais de maior sucesso do Paleolítico até o último show de Lady Gaga. alô, alô... testando, um dois, pronto Seu Benevides... agora tá perfeito.
Breves análises musicais e textuais, contextualização histórica, dados detalhados das melhores gravações, você ouve aqui... alô?... no “Gogó da Glória”. Aguarde e confie.

Legenda:

texto normal = Agenor, o técnico de som, tentando botar ordem na nossa aparelhagem de última geração por tentativa e erro.
As instruções vieram todas em mandarim ( sim, os chineses estão vendendo muito mais barato, meu filho... ) e ninguém entende ching ling nessa p%#$@.

e tortinho desse jeito = voz grossa de locutor másculo e viril, com pelos no nariz e na orelha.


Em cima da hora
Amy Whitehouse é encontrada morta em Londres
com caravanas internacionais
Ainda não se sabe a causa da morte da cantora, e a polícia não quis dar pista alguma, mas a imprensa não cansa de lembrar que ela usava drogas - pois a morte aos 27 anos é privilégio de quem usa droga, quem reza só morre velhinho, ou se morreu antes é porque se drogava ou não rezava direito.
O mundo espera - sem muitas esperanças - que com esse vazio na música apareça alguma coisa que preste para ocupar seu lugar.



Curso de línguas TZN

[francês] Une viande grillé: Um grilo viado.



Nota da redação: Servos de Deus


O Hebdomadário vem por meio desta nota da redação, perguntar ingenuamente aos teólogos-biólogos-filólogos-lingüistas de  plantão, se acaso todo esse embate de religiosos contra gays (e lésbicas!, e lésbicas!, não esqueçamos das lésbicas!, que deveriam vir antes dos gays, para mostrar que não somos machistas, por sinal) não teria um fundo de disputa pelo mesmo nicho ecológico, causado originalmente por um problema de grafia, fruto da nossa educação precária em português, a saber, a confusão entre "servo" e "cervo". Assim sendo, os servos de deus, se sentindo cervos de deus, enciumados dos veados, sejam eles de deus ou de quem mais for, tratam de iniciar uma guerra santa pelo santo pasto que tais ruminantes julgam merecedores - por serem cervos e não veados.


Nota da redação: O Hebdomadário promete

Sim, O Hebdomadário promete. Promete, promete, promete e no fim, por falta de tempo, se torna uma grande promessa, no más. Sem entrevista exclusiva com Bolsonaro, para nossa grande frustração. 
E sem sequer patrocínio.


Esta edição não contou com suporte financeiro de ninguém.


O Hebdomadário. Nº 0003 [versão Beta]. Todos os esquerdos reservados. Na ausência destes o uso é livre (mas ideológico). [Estamos aceitando sugestões e contribuidores. Críticas podem ser feitas ao nosso 0900]. {ohebdomadario@gmail.comwww.deunohebdomadario.blogspot.com
[Expediente deste Febeapá: Uma série de cervos (cervos e não veados!) de Deus: Silas Malafaia, rei do gado da igreja  Assembléia de Deus (a da Marina Moralista-Verde Silva), não-homofóbico que apenas odeia homossexuais e para quem seguir a constituição é anti-constitucional;  Estevam Hernandes e Sônia Hernandes:  Rei e rainha do gado da Igreja Renascer,sonegador, mas amigo do Kaká (outro bonna gente), para quem deve ser proibido defender o que é ilegal (se escravidão fosse legal, ser abolicionista seria absurdo); Marcelo Crivella:, Rei do gado da igreja Universal, braço direito de Deus, quer dizer, do bispo Edir Macedo, que é senador há quase uma década e sequer sabe quantos juízes tem o STF. Se o seu conhecimento de bíblia for do mesmo nível (e parece que é), dá para entender a teologia da prosperidade; Magno Malta, tão ridículo que dispensa comentários; Blairo Maggi, um cara ético, que não assume ministério por incompatibilidade com seus negócios privados - leia-se, pode ser pego; Marina Silva: que só falou alguma coisa , muito pouco, sobre o código florestal aos 45 do segundo tempo, mas sobre as polêmicas com gays ela abriu bastante a boca, desde o início; Manoel Maximiano Junqueira FIlho: nobre excelência do nosso judiciário, que sabe que futebol é lugar de macho, que se gay quiser jogar bola que forme sua federação; e que só não manda prender os gays porque não conseguiu achar uma brecha legal, afinal, se gay quer viver em sociedade, que crie a sua e não empestei a dos homens de bem; Light: porque não é em qualquer país que bueiros viram terroristas da noite para o dia, é preciso todo um contexto social e tal.
Fontes: Folha de São Paulo, 24-6-11.]

sábado, 18 de junho de 2011

Paloffi cai, Blasé Roffmann e Ideli Sangati assumem e Gilma admite: “a inspiração para meu governo daqui para frente serão as Gurias Super-Poderosas”

Da redação
Depois de vinte e três dias, a mini-novela “Paloffi, o ministro malandrinho, 2 – agora muito maior” chegou ao fim, justo quando muitos, inclusive o próprio, imaginavam que ela se prolongaria por mais algum tempo.

Com apenas cinco meses, o governo Gilma enfrentou sua primeira crise, a qual atingiu logo o homem-forte, o homem-calção do governo diante dos mercados e demais entidades metafísicas, Paloffi, o ministro malandrinho, que acabou saindo do governo Gilma como cachorro magro: comeu, engordou e saiu.

A crise começou quando o jornal tricoteiro Folha de São Paulo, sempre na janela para, com uso de suas técnicas jornalísticas, saber das fofocas de quem ele não gosta – saber fofocas (importantes) seria o papel da imprensa, o ponto é que a janela da tricoteira Folha fica só para um lado da rua, justo de quem ela não gosta, é claro – divulgou a notícias de que Paloffi, o ministro malandrinho, teria engordado em 2010, além dos visíveis quarenta quilos, vinte milhões de reais com consultorias público-privadas. O ministro se limitou a dizer que eram consultorias legais, consultorias privado-públicas, e negou qualquer outra informação, alegando que isso feria a ética conforme a razão prática kantiana, os princípios propostos por Stuart Mill, além também de atentar contra profissional, empresarial, comercial e os interesses dos seus clientes – grandes empresas com grandes contratos de grandes negócios com os governos federal, estaduais e municipais.

Paloffi, o ministro malandrinho, apenas se manifestou aos 45 do segundo tempo, o que fez perder apoio até de seu partido, numa entrevista exclusiva ao Jornal Internacional, da Rede Blogo, do qual é queridinho – justo por seus poderes xamanísticos. Porém nada disse de novo. Isso ao menos foi o que disse o especialista em leitura labial que o jornal contratou, junto com um perito em veridicidade.

O primeiro, que fez fama ao traduzir o não muito amplo vocabulário de Dunga ao lado do campo – o não muito amplo vocabulário do ex-professor fora de campo já era conhecido –, tentou tornar compreensível o que o ex-ministro disse, mas admitiu que não foi fácil: “não é apenas a questão de fonoaudióloga e consertar a língua presa que ele precisa; aquele excesso de perdigoto atrapalha também na visualização dos lábios para realizar a leitura”. Entretanto, ele se disse impressionado com a classe do ex-ministro: “como é possível babar tanto e não se molhar?”. Da entrevista mesmo, o que houve de mais inédito na fala do ministro foi ele ter recorrido ao princípio da presunção de inocência ao dizer que a imprensa o estava julgado prematuramente – descobriu o senso de justiça do brasileiro e como funciona a justiça-midiática.

Já o especialista em charlatanismo-oportunístico, “perito em veracidade”, Mauro Nardvorny, após utilização de um teste científico – como esses que se encontram em revistas capricho, em qualquer grande portal de internet ou em jornais sérios como Folha de São Paulo –, afirmou categoricamente que “Paloffi, o ministro malandrinho, mentiu sobre faturamento a jato”, por mais que o ex-ministro nunca tenha falado de jatalidade no seu faturamento. Por outro lado, o laudo informa que Paloffi, o ministro malandrinho, foi “verdadeiro” ao dizer que “prestou contas do que fez na iniciativa privada, que não fez tráfico de influência e que não atuou junto a empresas públicas”.

Rei morto, rainha posta
Fonte: Facebook da presidenta e site oficial do governo.
Com Paloffi, o ministro malandrinho, enfraquecido politicamente e com a vida feita, mas ainda com três anos por vir de governo, a presidenta Gilma achou por bem substituí-lo, por mais que o compadre Lulla não concordasse com a idéia. Mais do que isso: resolveu fazer uma reformulação radical no núcleo duro do governo: não uma mera substituição de peças, mais do que um simples banho de loja, uma mudança conceitual. “Me inspirei nas Gurias Super-Poderosas para esta nova fase do governo”, admite Gilma, e completa, “a partir de agora a relação do executivo com o legislativo e os partidos será diferente”.

Para o lugar de Paloffi, o ministro malandrinho, foi escolhida a senadora Blasé Roffmann. Luiz Sério e Ideli Sangati trocaram de postos. O primeiro, que passou os cinco meses de governo cochilando à sombra do Paloffi, o ministro malandrinho – que não é pequena, a sombra, com toda importância que ele tinha, convenhamos –, vai pra secretaria da pesca, onde poderá pescar à vontade; a segunda foi alçada a ministra dos relacionamentos institucionais – logo ela, que em oito anos de senado e antes disso em toda sua carreira pregressa sempre mostrou sérios problemas de relacionamentos políticos. Ideli, porém, diz que está mudada: “hoje sou uma mulher madura, sei conversar. Na verdade, sempre soube, os outros é que não sabiam me ouvir. Agora com a caneta na mão, com certeza nos daremos muito bem”.

Saiba mais sobre as Gurias Super-Poderosas
Blasé Roffmann teoricamente foi eleita para a cota do bonzinho da bancada paranaense no senado. Geralmente a bancada do estado está divida entre um bonzinho, um destemperado e um fascistóide/bronco/ignorante. Para o destemperado, quem ocupa atualmente o cargo é o ex-governador Roberto Requeijão, que parece uma simpática avozinha, mas que esqueceu de tomar o remédio e começa a babar de raiva a qualquer ruído que a incomode – camisas de força têm estado sempre à mão no Senado. Para a cota fascistóide/bronco/ignorante, o fascistóide Álvaro Noites, dono de um QI lamentável, e uma das vozes mais estridentes da oposição - o que ajuda a entender a atual relevância da oposição.

Blasé substituiu outro nome do partido, Flávio Arno. E tal como ele, ela também se aproveitou de parente famoso, no caso Ingo Roffman, para alavancar votos. Mais do que isso, se inspirou no primo automobilista para sua célere carreira política.

Contudo, ela rompeu com seu papel de boazinha, e tendo rompido esse, logo desandou e assumiu o papel que na legislatura anterior era da agora ministra de relacionamentos institucionais, Ideli Sangati, o que lhe rendeu o apelido de Cat do Senado – Cat de Caterpillar, que fique claro.

Já Ideli Sangati, atual perdedora da eleição para o governo barriga-verde, foi duas vezes finalista do concurso de cover da Iveti Sangali, mas sua fama nacional se deu por seu vozeirão nas discussões amenas no senado que ela encabeçava sempre que necessário justificar o injustificável – mensalão, Sir Ney, Renan Cabalheiros. Antes disso, já tinha ganho fama como cão sarnenta do sindicato dos professores, por não dar trégua aos governantes de turno, não largar o osso do sindicato e não defender as melhores propostas pra categoria – como todo bom sindicalista de todo sindicato, diga-se de passagem e não sem propósito.

Petê paulista recebe mal novos ministros
O Petê (Partido de Ex-Trabalhadores Enriquecidos) paulista se mostrou indignado com as indicações: “o núcleo duro do governo agora é 100% gaúcho!”, reclama Cândido Vacaria, que de cândido tem apenas o nome e o auto-controle de não ter esfaqueado seu colega de bancada, Marco Asteca, o qual também soube se controlar bem e não apelou para nenhuma arma de fogo na última reunião da bancada do partido, da qual sairia a decisão de quem seria o indicado para o cargo de Relacionamentos Institucionais. Para Vacaria, “Bahia e Rio Grande do Sul estão superdimensionados no governo às custas de São Paulo, que em menor proporção perde também espaço para os demais estados [Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e, eventualmente, Pantanal, quando não é parte do Estado do Amazonas]”.

Oposição recebe mal a indicação de Blasé
Para a oposição a substituição de Paloffi por Blasé é uma mera substituição cosmética: “um torrão de maquiagem com um nariz horrível, eu não queria estar no lugar dela”, comenta Kátia Fechou, do PDK (Partido do Kaxab), quando questionada sobre a atuação política da sua ex-colega de senado.

A tal mudança cosmética, contudo, não é pouca coisa e começa a influenciar no jogo político de 2014: o vice de Marina Selva, Guilherme Loreal, presidente da empresa de bioparataria de beleza Nature, já cogita apoio incondicional ao governo Gilma. Marina, por seu turno, vê aumentar os indícios do demônio e do pecado no governo: “mulher se arrumar assim? Nem preciso dizer o que é, preciso?”. Ela reforça sua posição de que quem deve gerir o país, assim como a casa, é o homem: “é por isso que não tenho quase nenhum bem em meu nome, porque o homem é quem é o indicado por Deus nosso senhor para mandar, a mulher, apenas para obedecer e para servir. No máximo, para conseguir se eleger e depois dar o poder de fato ao marido. Não é o que a Gilma tem feito, aquela atéia”. Ela, entretanto, faz uma ressalva: “devo admitir que moralmente Blasé é uma pessoa superior, iluminada por Deus, e é sempre bom ter mais alguém a favor da vida e contra o aborto no governo”.

Saiba mais sobre Paraná e Santa Catarina
Do emissário local
Paraná e Santa Catarina, conhecidos em São Paulo como Rio Grande do Sul, são, na verdade, dois estados que ficam acima do Rio Grande do Sul propriamente dito, e formam aquilo que Vargas instituiu como região Sul do Brasil – Brasil é o país que fica fazendo festa enquanto São Paulo trabalha para sustentar.

O Paraná é o estado em forma de fusquinha que fica logo abaixo da locomotiva do Brasil e acima do estado do Maranhão do Sul. Ao contrário do que imaginam os paulistas, o Paraná originalmente não era parte do Rio Grande do Sul, e sim de São Paulo. No fundo, é quase um Uruguai, um Equador do Brasil. O norte do estado é uma região não assumida de São Paulo; a oeste, temos a continuação do Rio Grande do Sul. A verdadeira essência do estado, aonde se encontra todo o patriotismo paranaense, está em toda sua orla litorânea e na capital. Essência essa que consiste basicamente no orgulho de Curitiba (e em ser curitibano, caso se tenha tido esse “privilégio divino”).

Dentre as principais e mais conhecidas manifestações do folclore local estão a viagem de trem de Curitiba até Paranaguá, a dança Cuá-fubá (que não é dançada em CTG! E também não é mais dançada), o barreado de Morretes, o pierogui e a derrubada da araucária, todos, salvo o último, de amplo conhecimento de qualquer desocupado que tiver tempo e paciência para passar quase duas horas buscando isso na internet. Mais recentemente o Estado tem se destacado na música pop com bandas do peso de Sr. Banana (fez trilha pra novela na década de 90!), Bonde do Rolê e a banda hype do super-hit que ninguém mais lembra (felizmente), A banda mais bonita da cidade (que, por sinal, merecia uma resenha crítica, se alguém tiver estômago).

Já Santa Catarina – ou Maranhão do Sul, pelo seu avanço na política local, como atestam Bornrausen, Sangati, Colombinos e outros – é um Paraná B, mas que tem a vantagem de ter Florianópolis. Florianópolis, a capital do Estado, é uma cidade disputada entre manezinhos da ilha e paulistas, com tendência de vitória para os segundos, que a tem transformado em uma São Paulo B, com direito a réplicas B das marginais e seus congestionamentos, e dos rios Tietê e Pinheiros e suas bostas nadantes no mar que circunda a ilha, em especial nas áreas mais povoadas. Nas férias, entram na disputa territorial paranaenses, gaúchos e, principalmente, argentinos, responsáveis pela quase instituição do castelhano como língua oficial no estado.

O resto do território barriga verde (existe um resto) é uma continuação do Rio Grande do Sul com algumas colônias alemãs e uma suíça. Culturalmente Santa Catarina é famosa pela ponte Hercílio Luz, pela invasão argentina no verão, pelo Guga, e mais recentemente pela novela das oito.



Internacional

“Nader Shah invadiu Kandahar para lucrar com a reconstrução do país”
Suetônio Barbosa, indireto de Delhi
“Nader Shah invadiu Kandahar para lucrar com a reconstrução do país” no meio do vasto rol de cartazes impublicáveis pregados nos muros de pedra de uma mesquita em Delhi, denúncias anônimas deste naipe redundam em análises políticas certeiras.

Nader – um gênio militar que fundou a dinastia Afsharid na Pérsia e usurpou habilmente alguns tronos centro-asiáticos – anunciou na última segunda-feira, 13/06/1738, que o séquito heterogêneo de profissionais da saúde que acompanha a Sua Majestade em toda e qualquer batalha reformulará o plano de investimentos indianos do Darya-ye Noor (“Mar de Luz” em farsi), fabricante pública de medicamentos variados que prometem curar de problema gastrointestinais à câncer de elefante e queda de pelo de dromedário.

Após arrasar a cidadela de Kandahar e tomar, em Delhi, o poder das mãos do soberano Mogul Muhammad Shah, Nader e a sua Darya-ye Noor já devem ter recebido em torno de 250 trilhões de rúpias pelas intervenções cirúrgicas feitas nos acampamentos de refugiados e no atendimento psicológico prestado às mães de crianças desaparecidas e mulheres estupradas pelos persas no país subjugado, de acordo com um mulá que preferiu não ser identificado. 

A cidadela de Kahandar no dia seguinte ao ataque de Nader Shah Afshar
A empresa Darya-ye Noor foi fundada em 1695, e agrega curandeiros, adivinhos, necromantes temíveis, enfermeiras e cirurgiões de renome. As pesquisas pioneiras de todos estes profissionais da saúde recebem investimentos otomanos, chineses, egípcios e russos, além do financiamento oficial do trono persa.

Nader Shah Afshar abriu em janeiro uma nova unidade do órgão público para desenvolver produtos de nutrição personalizada para problemas como o diabetes ou subnutrição causada por cercos prolongados. O Shah vitorioso divulgou como meta tornar-se líder mundial em medicina militar no prazo de dez anos, estendendo o domínio que possui nos segmentos políticos, econômicos e coercitivos de toda a Ásia Central. 

A Darya-ye Noor, aliás, já entrou em operação no planalto do Decã e no vale do Indo. "Isso mostra que a Shah Afshar leva a sério a iniciativa", disse Ai Quoli, sobrinho do Shah e consultor especializado em manufatura alimentícia, que trabalha numa sucursal imperial balcânica e desenvolveu uma “farinha de leite”, responsável pela erradicação da fome de todas as populações orientais que puderam pagar o seu elevadíssimo valor.

"Nosso império é tão grande que você provavelmente não verá o impacto da conquista do mercado Mogul nos próximos dez anos. No fim das contas, há muito dinheiro a ganhar. As margens farmacêuticas são maiores que as margens com alimentos e com atividades guerreiras ortodoxas."

Nader e seus tigres de estimação no lançamento do programa de nutrição infantil “Ninho de Luz” em Delhi.
Nader já sofreu algumas tentativas de assassinato por envenenamento em sua última viagem à Delhi e a sociedade indiana, que não pode protestar nas ruas tomada por médicos e patrulhas persas, enche todos os dias os muros das mesquitas e dos antigos palácios de Muhammad Shah de cartazes ameaçadores, pichações e denúncias variadas.

Nada disso, entretanto, é capaz de abalar a auto-confiança e o aspecto bonachão do elegante soberano Afsharid.



Economia
Nestré compra laboratório farmacêutico americano
De caravanas internacionais
No que chama de “investimento em nutrição personalizada”, a multinacional de nacionalidade suíça Nestré comprou o laboratório farmacêutico Prometeu, dos EUA, fabricante de medicamentos contra o câncer e problemas gastrointestinais.

O comandante da empresa, Paul Burke, disse que a meta é se tornar “líder mundial em nutrição de ciências da saúde no prazo de dez anos”. Com isso a empresa, que já é líder, por exemplo, em papinhas para bebês, lucrará com toda a cadeia produtiva alimentar: “cansamos de dar lucro para os outros: passamos anos criando os problemas gastrointestinais em nossos clientes e depois quem pega esse filão mais lucrativo são os outros?”, questiona. Ele disse que a empresa não pretende ir além e avançar sobre o ramo de funerárias: “o fim é humano, está na natureza do homem; o que a Nestré se preocupa é com os meios”.

Empresa abriu em 1995
Fundado em 1995, e há 14 anos deixando seus acionistas felizes com a desgraça alheia (apesar de eles também contribuírem eventualmente para os lucros da empresa), o laboratório Prometeu leva o nome do titã que roubou o fogo dos deuses porque originalmente era especializado em comprimidos para gastrite e um fármaco genérico ao Engóve. Hoje seu portfolio tem mais de 150 medicamentos, para as mais diferentes enfermidades, para as mais diversas classes sociais e nos mais diferentes sabores e formatos.




Esportes: Automobilismo I
Berraquelo faz escola também na Indy
Depois de verem a emoção de carros a 300 km/h na marginal Tietê numa congestionada segunda-feira de manhã, os brasileiros passaram nutrir um apreço ainda maior pela Fórmula Indy ao saberem que a “fórmula da emoção” também é dada a mandos e desmandos de equipe – e muito mais vis do que as que mandam, via Rádio Ferrari, 807 AM, deixar Chumaqueres ou Alonços passarem!
Bruno Junk-eira novamente conseguiu se classificar para as 500 milhas de Indianápolis. E pela segunda vez sentiu o gostinho da vaga vendida para algum piloto incompetente, que mesmo em equipe maior não conseguiu entrar numa das 33 vagas do grid. Em 2009 foi para o canadense Alex Tagliani. Agora em 2011 para o estadunidense Ryan Hunter-Reay, que durante a prova mostrou porque teve que comprar a vaga.



Esportes: Automobilismo II
500 milhas de Indianápolis vê nascer um mito.
Desde 1927 os EUA não viam um piloto americano ganhar logo na sua primeira tentativa a principal prova de automobilismo do país, as 500 milhas de Indianápolis – uma das três mais importantes do mundo, junto com as 24 horas de Le Mans e o GP de Mônaco. Mais: isso aconteceria de novo na simbólica edição em que se comemorava o centésimo aniversário da prova, por um piloto que nunca havia vencido uma prova em qualquer categoria principal de automobilismo, era patrocinado pela Guarda Nacional e é apelidado de Capitão América. Com todos estes elementos postos, a emoção foi tão forte, mas tão forte para Hildebrand Jr. que, na solidão do seu cockpit, na octingentésima e última curva da ducentésima e última volta, solitariamente...



Mas seu esforço foi reconhecido: ele foi declarado por antecipação de 88 anos o detentor do Troféu Loser do século. A Grande Nação Americana está orgulha do seu Capitão América.





Cultura/Crítica
O Gogó da Glória

Mamãe remendava
seus paninhos
bordados: Filha, quando
bem velhinha estiver
essa agulha torta
na tapera vazia
que linhas torcerei?

Que botões finos
apontarão para mim
o caminho da feira,
o travesseiro, o jardim,
as pedras, as facas
a volta do parafuso,
as cacimbas e as romãs?

Papai tirava coelhos
da cartola
surrada: Filha, quando
bem velhinha estiver
essa garganta rouca
no picadeiro vazio
quais truques balbuciarei?

Na próxima semana na próxima edição do Hebdomadário, um almanaque que já nasceu clássico, do alto de suas duas de sua única corcova “O Gogó da Glória” solfejará na sua frente uma infinidade de números  musicais.
Letras estapafúrdias, fofocas de bastidores, sexo explícito, astros do rock estertorando debaixo de grossas camadas de vômito, polcas aristocráticas e uma entrevista fodástica que a Sandi-Júnior nos concedeu em cativeiro gentilmente: “Virgem, é claro!... ascendente em Áries”. 
Aguarde e confie.




Nota da redação:  Segunda edição
Nestes tempos de internet, em que notícias se espalham aos quatro ventos virtuais como se fossem nuvens de gafanhotos - ou, pior, como já atestou Fernando Gonsales, nuvens de grilos falantes -, O Hebdomadário, ainda se utilizando dos seus simpáticos dromedários para locomoção (lerdos, mas companheiros) em meio a esse deserto superpovoado de solidões (poético!) que é a tal da web, chega sempre com certo atraso com suas piadas sem graça. De qualquer forma, esse pequeno delay não é problema para um humor de qualidade, o que, definitivamente, não é o nosso caso. 
Diante disso, lamentavelmente, fatos importantes e recentíssimos acabaram ficando de fora, como, por exemplo, a "Marcha por Jesus e pelo assassinato com requintes de crueldade para os Viados, Sapatões, Maconheiros, Putas, Vagabundos e demais sub-humamos que negam os ensinamentos de Jesus" realizada em Curitiba, assim como a "Demi-Marcha da Maconha", antes de uma marcha, uma "Dispersão da Maconha", porque era cada um para um lado, fugindo da porrada da polícia. Afinal, como bem questionou o coronel da PM responsável por manter a ordem diante daqueles vagabundos: "esse pessoal está achando o que? Que a rua agora é pública?". Por sinal, tempos militaristas estes, em que é marcha para tudo, não? Só o pessoal da bicicleta prefere fazer passeios.
E antes tarde do que nunca, não desistimos de falar algo sobre o kit-cria-gay (tem entrevista com o Bolsonaro na Época!), e da decisão dos maconheiros do STF - que ao invés de julgar coisas importantes do passado, como Plano Verão, ficam se incomodando com liberdade de expressão e outras perfumarias. A ver se conseguiremos na próxima edição. A ver se teremos próxima edição.
Que fique registrado a existência de uma segunda!
Um cordial até breve!
Equipe d'O Hebdomadário.


Nota da redação: Sinal de fumaça
Nas suas andanças pelos desertos em busca de notícias, eis que O Hebdomadário se depara com fumaça branca! Sim, é o sinal: habemus gloriam!
Com sua ampla bagagem tirada do que há de mais expressivo na televisão tupiniquim – Faustão, Vídeo-Show, Fantástico – Glória Maria entra para a equipe de articulistas d'O Hebdomadário. Ela pode não ser virgem, mas dá a luz a divinas análises, dignas de figurarem no panteão deste modesto boletim.
Glória está conosco, ela está no meio de nós!



Esta edição contou com o suporte financeiro de...


Cigarros Lênin & Mao Lights
Desperte o James Dean que há em você!
L&M Lights: Baixos teores capitalistas e o sabor da revolução.

O Hebdomadário. Nº 0002 [versão Beta]. Todos os esquerdos reservados. Na ausência destes o uso é livre (mas ideológico). [Estamos aceitando sugestões e contribuidores. Críticas podem ser feitas ao nosso 0900]. {ohebdomadario@gmail.comwww.deunohebdomadario.blogspot.com
[Expediente deste FebeapáDilma Rousseff e suas novas ministras, Antônio Palocci, o ministro malandrinho, todo o PSDB e o DEM e sua acefalia crônica, o PT fratricida, Folha de São Paulo, o jornal míope e tricoteiro, sempre ele, falando m* e dizendo que faz jornalismo; Fernando Rodrigues, que reproduz bobagens mil no seu blogue de política, "Jornal" Nacional (ou sitcom das oito, apresentado pelo casal Doriana brega), Bruno Junqueiro, o piloto ingênuo (só não ganha em ingenuidade do Barrichello, que chegou a imaginar que um dia foi piloto do nível de Schumacher) e, claro, J.R. Hildebrand, nosso herói!
Fontes: Valor Econômico, 25/05/11; Blogue do Fernando Rodrigues (http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2011-06-05_2011-06-11.html#2011_06-07_12_51_38-9961110-0), Jornal Nacional, 3/6/11.]